Três anos depois de fazer o mundo chorar com um monstro gigante, o Japão traz de volta o Rei. E quem já viu diz: é ainda maior.
Prepare o lenço e o balde de pipoca. Godzilla Minus Zero, continuação direta do aclamado Godzilla Minus One, estreia hoje (3) nos cinemas do Japão e chega ao Brasil nesta quinta-feira, 5 de novembro, um dia antes dos Estados Unidos. As primeiras reações falam em lágrimas, aplausos no meio da sessão e até em “obra-prima”.
O que já sabemos da história
O filme se passa em 1949, dois anos depois dos acontecimentos de Minus One. O Japão ainda tenta se reerguer da Segunda Guerra Mundial quando uma nova catástrofe ameaça a família Shikishima. Desta vez, o perigo não fica só em Tóquio: o trailer mostra o monstro rumando para Nova York, com direito à Estátua da Liberdade no caminho, segundo a Variety.
Takashi Yamazaki volta como diretor, roteirista e responsável pelos efeitos visuais. No elenco, retornam Ryunosuke Kamiki, como o ex-piloto kamikaze Koichi Shikishima, e Minami Hamabe, como Noriko, além de Miō Tanaka, de acordo com o Ei Nerd.
Por que todo mundo está falando dele
A estreia mundial aconteceu em 26 de setembro, no Festival de Cinema de Nova York, e as reações vieram em peso. Críticos americanos disseram ter chorado, ficado sem fôlego e aplaudido quando o tema clássico do Godzilla tocou. Vários afirmaram que o filme supera o antecessor em emoção e efeitos visuais, como reuniu o Omelete. Um deles resumiu que esse tipo de blockbuster “jamais existiria no Ocidente”.
No Japão, quem se rendeu foi ninguém menos que Hideo Kojima, criador de Metal Gear e Death Stranding. Depois da pré-estreia, ele contou que esperou três anos pelo filme, se emocionou em várias cenas e ficou eufórico com o clímax, segundo o GameRiv:
Eu praticamente senti barbatanas dorsais brotando nas minhas costas!// HIDEO KOJIMA, SOBRE O CLÍMAX DO FILME
Kojima ainda disse que pretende voltar ao cinema para rever o filme em IMAX. Masahiro Sakurai, criador de Super Smash Bros., também foi à sessão e deixou o recado: filme de kaiju se vê na tela grande.
O fenômeno Minus One, em números
Uma fração do que custa um blockbuster de Hollywood.
O Godzilla japonês de maior bilheteria da história.
Primeiro filme fora da língua inglesa a vencer a categoria.
Os números, da Variety, explicam a expectativa: Minus One provou que dá para fazer um filme de monstro gigante com coração, drama humano e efeitos de cair o queixo sem gastar fortunas. Minus Zero chega com a missão de ir além, e agora com escala de IMAX.
Por que o Godzilla ainda emociona depois de 70 anos
O primeiro Godzilla nasceu em 1954, no Japão, poucos anos depois das bombas de Hiroshima e Nagasaki. O monstro radioativo era uma metáfora do medo da guerra e da destruição nuclear, e é justamente essa raiz que Takashi Yamazaki resgatou. Em vez de focar só nas lutas entre monstros, como fazem os filmes americanos do MonsterVerse, a versão japonesa coloca no centro pessoas comuns tentando sobreviver, lidar com a culpa e recomeçar.
É por isso que tanta gente sai do cinema chorando. O monstro é gigante, mas a história é humana. E, pelo que dizem as primeiras reações, Minus Zero aprofunda exatamente esse lado, falando de trauma, de família escolhida e dos ciclos da guerra.
Quem perdeu Minus One no cinema ganhou uma segunda chance: a Sato Company relançou o filme nas salas brasileiras em 24 de outubro, como esquenta para a continuação, segundo o Ei Nerd.
Como assistir no Brasil
No Brasil, o filme é distribuído pela Sato Company, e a pré-venda já está aberta em cinemas de todo o país. Houve sessões antecipadas nos dias 3 e 4, e a estreia oficial é na quinta, 5, segundo o Ei Nerd. A dica de quem já viu é unânime: se puder, escolha uma sala IMAX ou Dolby.
Para os colecionadores, a Toho criou um balde de pipoca de cerca de 50 centímetros no formato do Godzilla. Nos Estados Unidos, ele custou perto de US$ 100 e esgotou na pré-venda. O preço e as redes que vão vendê-lo no Brasil ainda não foram anunciados.
Preciso ver Godzilla Minus One antes?
É muito recomendado. Minus Zero continua a história da família Shikishima dois anos depois, e o impacto emocional depende de conhecer os personagens.
O filme tem cenas pós-créditos?
Ainda não há confirmação oficial. Vale ficar na sala até o fim para conferir.
É um filme para crianças?
Críticos destacaram que o filme tem temas pesados, como trauma e guerra. Confira a classificação indicativa no cinema antes de levar os pequenos.
Quinta-feira, 5 de novembro. Tela grande, som no máximo e lenço no bolso.
E você, vai ver na estreia? Conta nos comentários qual foi a sua cena favorita de Minus One.



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